Mostrando postagens com marcador inclusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inclusão. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de março de 2011

LIBRAS

Para conhecer um pouquinho da Língua Brasileira de Sinais gostei muito desses três vídeos:
Alfabeto:


Palavras:

Frases:

*Na internet também é possível encontrar histórias infantis e músicas diversas em LIBRAS.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Surdez



Inclusão significa reestruturação da escola para que ela se torne capaz de atender a todas as necessidades educacionais especiais de seus alunos, inclusive dos surdos.
Segundo BRASIL (2006), ao matricular um aluno surdo na sua escola a primeira providência a se tomar é comunicar-se com a secretaria da educação solicitando a capacitação de seus professores e demais membros da comunidade escolar. Mesmo porque nenhuma escola pode recusar a matricula por não se considerar apta ou não ter professores qualificados.
No processo de inclusão é importante considerar também que embora haja fatores biológicos para determinar graus diferentes de perda auditiva, cada um é único, com experiências próprias dentro de contextos (histórico, social, cultural) diversos. A surdez não impede a pessoa de ser, de viver em sociedade. Sua identidade cultural deverá ser valorizada e preservada pela escola.
Para o aluno surdo é essencial o ensino da língua de sinais, paralelamente ao ensino da língua portuguesa. Sendo que a língua de sinais será sua primeira língua.
A educação bilíngüe para alunos surdos se dará em momentos distintos para cada uma das línguas.
Além disso, deve-se considerar que:

“A aquisição de LIBRAS desde a mais tenra idade possibilita às crianças surdas maior rapidez e naturalidade na exposição de seus sentimentos, desejos e necessidades. Possibilita a estruturação do pensamento e da cognição e ainda uma interação social, ativando consequentemente o desenvolvimento da linguagem”. (BRASIL, 2006, p. 26)

Para se trabalhar nesse processo bilíngue o professor deverá ser qualificado para que não pratique o bimodalismo, que é a mistura das duas línguas, pois cada uma tem sua própria estrutura. Sendo necessário que o aluno freqüente também o AEE (Atendimento Educacional Especializado) para se desenvolver nesse sentido, adquirindo ainda informações complementares às da sala de aula comum.
O aluno surdo é capaz de aprender tanto quanto os outros. Segundo BRASIL (2006), a metodologia e a didática que serão diferenciadas, sendo necessários muitos recursos visuais e atividades contextualizadas.

Sugestões encontradas:



Paola Souza

Referências:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Educação
     infantil: saberes e prática da inclusão - dificuldades de comunicação e
     sinalização – surdez. Brasília: MEC, SEESP, (Ed. Infantil. v. 6), 2006.

SILVA, Keli Maria de Souza Costa. Coleção UFU: Práticas educacionais
     inclusivas:   deficiência auditiva. Minas Gerais: UFU, Centro de Ensino,
     Pesquisa, Extensão e Atendimento em Educação Especial, 2010, v.4.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Deficiência visual

Personagem Dorinha, criada por Maurício de Souza


Atualmente, há inúmeros recursos que facilitam a escolarização dos alunos com deficiência visual.
Acredito que utilizados de maneira adequada, fazendo uso da mediação, todos podem trazer benefícios.
Desde recursos simples como variação de jogos e adaptações nos livros infantis até recursos tecnológicos como sistemas operacionais complexos capazes de facilitar o acesso desses usuários aos computadores.
O problema é que na nossa realidade dificilmente vamos encontrar esses recursos disponíveis. Estamos longe de ver um número considerável de escolas comuns que tenham máquina de datilografia braile e sorobã, por exemplo.
Precisamos então pensar em alguns recursos pedagógicos que possam ser confeccionados por nós para facilitar o processo de aprendizagem.
Podemos confeccionar jogos, como o bingo de formas geométricas, sugerido em um material do MEC/SEE de 2006. As formas geométricas são recortadas de algum material tátil como EVA, depois são coladas nas cartelas e em pequenos cartões para serem sorteados.
Também é possível fazer jogos da memória com materiais de texturas diferentes ou com canetinhas de alto contraste, para o aluno com baixa visão.
Os livros sensoriais podem ser confeccionados com ajuda até do próprio aluno, utilizando sucatas, tintas que dão relevo, tecidos, lixa, lã, etc. Os textos são ampliados no caso de crianças com baixa visão. Já para crianças com cegueira, o braile.
Para ensinar conteúdos precisamos sempre pensar em alguma atividade prática em que o aluno possa fazer uso de materiais concretos, que utilizam os outros sentidos, para sua compreensão. No material citado acima encontrei uma sugestão para se trabalhar os meios de transportes, que pode ser aplicado em projeto como “trânsito”. O professor confecciona os meios de transporte com materiais como sucata, utiliza bacias com água para representar os rios, desenha ruas, postes, etc.
Existem hoje também boas perspectivas para o sistema escolar informatizado. Um simples sintetizador de voz pode fazer muita diferença, pois ajudarão a criança a ter acesso a jogos pedagógicos, textos, etc. por meio da linguagem verbal no computador.
Deverão ser propostas atividades para o aluno conhecer esse software e poder utilizá-lo bem. A mediação em forma de questionamento o faria compreender como esse recurso poderia ajudá-lo a jogar (para de divertir, inclusive) e aprender a aprender.
Os leitores de tela, outro recurso interessante, fazem uso de sintetizadores de voz para que os alunos consigam navegar pelas telas do computador a partir de comandos especiais. Hoje os mais conhecidos são o dosvox e virtual visuon de produção nacional e outros como: Window Bridge e Jaws, importados e mais sofisticados. Cada um tem uma maneira própria de se comunicar com o leitor. O importante é descobrir com qual o aluno terá mais facilidade, embora um fator importante de considerar seja que o Dosvox é gratuito. Mesmo que segundo BRASIL (2006) ele tenha “como desvantagem a pouca qualidade sonora e a limitação de acesso a outros programas”.
Atualmente, segundo BRASIL (2006) “há gerenciadores de impressão em braile que facilitam a impressão” como: Braile Fácil, Duxbury, WinBraille e o que na minha opinião seria o mais interessante Tactile Graphics Designer que possibilita a impressão de ilustrações em relevo. Mas é claro que para se imprimir é necessária uma impressora braile específica conectada ao computador.
Programas como esses facilitam a impressão de diferentes materiais para leitura e escrita.
Paola Souza
Referências:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Educação
     infantil: saberes e prática da inclusão - dificuldades de comunicação e
     sinalização – deficiência visual. Brasília: MEC, SEESP, (Ed. Infantil. v. 7),
     2006.
______. Formação continuada a distância de professores para o
      Atendimento Educacional Especializado. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007.
     Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf.
     Acesso em: 14 de mar. 2011.



segunda-feira, 7 de março de 2011

Diversidade

No curso que estou concluindo, Educação para Diversidade e Cidadania, foi proposto esse vídeo para refletirmos sobre o que é ser diferente e como lidamos com isso em nossa prática.
Não poderia deixar de compartilhá-lo com vocês. Fiquei encantada!!!

Breve histórico da inclusão


Um fator importante que considero no estudo da história da inclusão, é como o Brasil manteve-se atrasado em relação a outros países. A idéia de inclusão escolar é muito recente e caminha a passos lentos.
Historicamente, a educação do indivíduo portador de deficiência nasceu de forma excludente. A sociedade simplesmente rejeitava, ignorava e discriminava esses indivíduos. Não havia preocupação quanto à sua educação ou outra forma de inserção social.
Depois, a segregação que estava relacionada ao isolamento do indivíduo portador de deficiência, marcando assim a discriminação, que induz ao preconceito e impossibilita a inclusão.
Seguida da integração vincula-se à normalização, que defende a idéia de que o portador de deficiência deve tornar-se o mais “normal” possível, ou seja, com modos de vida parecidos ou iguais aos da sociedade, sendo capaz de participar dela ativamente. A inserção educacional dessa forma tinha como proposta a integração do aluno na classe comum, porém o que aconteceu foi uma educação paralela, que se deu em classes especiais ou em instituições especializadas.
O movimento de inclusão surgiu no Brasil no final da década de 80 sendo incrementada em 90, enquanto em outros países já existia desde a década de 50. A inclusão surge visando garantir que todos frequentem a sala de aula do ensino regular da escola comum, independentemente do tipo de deficiência, sendo grave ou não. É uma visão mais completa de inserção do que a de normalização, pois também exige mudanças da escola e da sociedade. Tanto o aluno com necessidades especiais como a escola e a sociedade precisam se adaptar a essa nova concepção; respeitando a diversidade.
Segundo a Declaração de Salamanca, um documento que considero interessantíssimo, uma escola inclusiva é aquela que se preocupa em modificar atitudes discriminatórias, criar comunidades acolhedoras e desenvolver uma sociedade inclusiva.
Hoje acredito que a integração e a inclusão se fazem presentes. A cada ano mais alunos saem da APAE da minha cidade e começam a freqüentar a escola comum. Mas ainda é grande o número de alunos que só frequentam a APAE.
A minha escola já incorporou a Inclusão em seu projeto político pedagógico, mas sinto que ainda falta muito para que realmente a inclusão aconteça. Os professores precisam de mais formação e a escola de mais recursos para a aquisição de materiais pedagógicos e adaptações arquitetônicas. Nós contamos com uma Orientadora educacional que faz a assistência às famílias e duas pedagogas, sendo uma para Atendimento Educacional Especializado.
Sinto que eu preciso estudar cada vez mais! A inclusão está aí e eu tenho que fazer a minha parte!
Devo buscar o máximo de estratégias possíveis para que todos os meus alunos aprendam, tenham acesso ao conhecimento, à cultura e progridam na vida social.
Incluir não diz respeito só ao aluno com necessidades especiais, mas sim TODOS.

Paola Souza

Referência:
MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elizandra Andre; (Orgs). Coleção Unesp: Educação de temas específicos. São Paulo: Unesp, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, v.4.

As implicações das Políticas Nacionais para Educação Inclusiva na nossa prática pedagógica


Embora as políticas nacionais garantam inúmeros benefícios aos alunos com necessidades especiais, muitos não são cumpridos, acredito que por falta de conhecimento dos professores e sistemas de ensino, irrelevância do assunto por parte da sociedade e falta de fiscalização.
Ao aluno é garantido o acesso e permanência na escola regular independentemente de sua deficiência. E para que isso aconteça de forma satisfatória os sistemas de ensino precisam garantir a formação de professores tanto para Atendimento Educacional Especializado (AEE) como para a inclusão escolar, acessibilidade (arquitetônica, mobiliária, transportes, etc), educação especial de forma articulada com o ensino comum e continuidade da escolarização até os níveis mais elevados do ensino.
No meu município há poucas formações para professores sobre a inclusão. Embora para os pedagogos, aconteçam com freqüência.
Quanto à acessibilidade, na minha escola foram construídas rampas e banheiros e já fiquei sabendo que em muitas outras escolas também.
A pedagoga do AEE faz reuniões periodicamente com os professores da classe comum que tem alunos que freqüentam, no período contrário, a sala dela. Isso tem mostrado resultados positivos, pois há troca de experiências, levantamento sobre avanços dos alunos e dicas importantes para a boa inclusão na sala comum.
O AEE vem contribuir no trabalho de nós professores para a plena participação dos alunos no convívio social, o que é muitíssimo válido.
Registro aqui algumas dificuldades e possíveis soluções para uma melhor inclusão escolar:
Dificuldades
Possíveis soluções
Os alunos que freqüentam o AEE precisam ser atendidos na rede pública por outros profissionais como: fonoaudiólogo, fisioterapeuta, etc. Mas isso não depende da escola e sim da família, pois depois do encaminhamento da pedagoga a esses serviços, a mãe ou responsável precisa levá-lo, mas não leva por falta de condições financeiras para o transporte ou descaso. Ou então o próprio município não dá conta da demanda.
Projetos e reuniões de conscientização das famílias;

Maior oferta de vagas para os serviços citados;

Transporte gratuito para portadores de necessidades especiais.
  •  Um aluno meu do ano letivo de 2010, deficiente intelectual, freqüentava a CAMINHAR (projeto filantrópico da cidade) e tinha acesso a fonoaudiólogo, fisioterapia, cãoterapia e atendimento pedagógico. Perdeu a vaga, pois como sua mãe não tinha condições de pagar o ônibus, obteve muitas faltas. Assim, o aluno começou a ser atendido pelo AEE na minha escola, mas a única fonoaudióloga que atende a região norte da cidade estava de licença gestante no segundo semestre e não colocaram substituta. Quanto à fisioterapia, o atendimento dificilmente acontece, muitos ficam sem acesso a este importante serviço.
Dificuldades
Possíveis soluções

Pouca informação por parte dos professores, tanto na identificação de possíveis deficiências quanto na inclusão desse aluno na sala de aula comum.

Incluir na formação inicial do professor em cursos de licenciatura, conteúdos relacionados à inclusão.

Oferecer aos professores mais cursos e palestras sobre o assunto.


Falta de materiais pedagógicos e de acessibilidade.


Liberação de verbas específicas e fiscalização na utilização destas.

 Muitas crianças ainda frequentam somente instituições que funcionam paralelamente à escola como APAE e outros.

Incluir todos os alunos na escola pelo menos em um período, para receberem o AEE no outro, na própria APAE, por exemplo.

Viabilizar que a escola e/ou órgãos públicos ofereçam diversos serviços a essas crianças.


Faz-se necessário uma melhor articulação das políticas públicas e os setores governamentais responsáveis por desenvolverem essas políticas, para que as crianças com necessidades educacionais especiais sejam realmente atendidas como merecem e lhes é garantido por lei.

Paola Souza

Inclusão

Esse vídeo retrata a inclusão através de uma música da Xuxa que se chama "Muito prazer, eu existo"



Muito Prazer, Eu Existo

Composição: Álvaro Socci / Cláudio Matta

Existem filhos que precisam mais carinho
De mais cuidados e atenção especial
E essas crianças quando muito bem amadas
Só Deus quem sabe qual o seu potencial

Seus pais conhecem um segredo do universo
Da harmonia na diversificação
Amar alguém dito normal é muito fácil
Longe de indiferença e discriminação

Me pergunto se a indiferença é natural
Me pergunto em que consiste ser normal
Me pergunto qual o referencial
Por que todo mundo tem que ser igual ?

Quem de nós é um ser humano exemplar
Quem de nós não tem espelho pra se olhar
Quem de nós é capaz de atirar
A primeira pedra sem se machucar

Alguns de nós julgam-se mais que todo mundo
Como se o sol fosse escolher pra quem nascer
Comparações são vaidosas ou amargas
Tudo na vida tem uma razão de ser

Tem gente preconceituosa e arrogante
E eu me preocupo com seu modo de pensar
Como se Deus fosse algum ser inconseqüente
Que faz pessoas diferentes só pra olhar

Muito prazer, EU existo.

Fonte: http://letras.terra.com.br/xuxa/268641/