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quarta-feira, 9 de março de 2011

Educação Ambiental


Vários assuntos em relação ao meio ambiente estão em pauta na atualidade, como aquecimento global, reciclagem, falta de água, etc. Os temas ambientais hoje, estão ocupando espaço na mídia em todos os lugares do mundo e precisa aparecer mais nas escolas.
A Comissão Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, em 1987, definiu o desenvolvimento sustentável como aquele que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Faz-se então necessário uma reorganização da sociedade, buscando maior eficiência nos processos produtivos, por exemplo. A educação sendo um processo contínuo de desenvolvimento precisa urgentemente cumprir o seu papel, vislumbrando um planeta mais sustentável.
A educação ambiental aparece como uma dimensão da educação que visa mudança de hábitos e comportamentos, diminuindo o impacto negativo do homem na natureza. Não se trata do ensino de ciências ou ecologia, mas sim de um ensino voltado para sustentabilidade, que contribua na formação de cidadãos críticos, capazes de refletir, questionar e se posicionar diante de situações do dia-a-dia que lhes dizem respeito; para que se busquem realmente mudanças que resultem na qualidade de vida de todos.
O professor tem amparo legal para se trabalhar com a educação ambiental. O que ele precisa é ter disposição para estudar e dominar conhecimentos, que muitas vezes não foram adquiridos na formação inicial, desenvolver habilidades de pesquisa, ter acesso a diferentes fontes de consulta, apoio da direção e comunidade e disposição dos alunos para se trabalhar com o tema.
Também é necessário superar a fragmentação dos saberes, a educação ambiental trabalhada na transversalidade se torna mais real. Proporciona uma ampliação dos conhecimentos, através da reflexão contextualizada.
A seleção do tema deve ser de interesse coletivo para proporcionar maior diálogo e participação de todos. Pois como Saviani (1992) diz, só se aprende quando se adquire um habitus, uma disposição permanente. Assim, os alunos precisam estar realmente envolvidos na construção e execução de um projeto, por exemplo.
Para as atividades serem executadas, podendo estar vinculados a projetos ou não, predispõe-se de um planejamento pedagógico bem organizado, porém flexível, para atender às necessidades da turma durante o processo.
Segundo Débora Menezes para a revista Nova Escola, “mais do que comemorar datas, como o Dia da Água, a escola deve envolver professores, alunos e comunidade em projetos amplos”. Muito mais do que a ação em si, como também é plantar uma árvore para comemorar o Dia da Árvore, é explorar o impacto da falta de água e o desmatamento na cidade, por exemplo.
Hoje, algumas escolas montam uma horta, mas depois não a mantém. Outro exemplo é separar o lixo na escola e depois não dar um fim adequado a ele. O que adianta aqueles latões coloridos para reciclagem (amarelo para metais, verde para vidro, azul para papel e vermelho para plástico) se depois um funcionário junta tudo no mesmo lixo e muitas vezes nada acaba sendo destinado à reciclagem? Será que os alunos compreendem para quê e por que se recicla o lixo? Que impacto o lixo tem causado nos arredores da sua própria escola? Do seu bairro?
Para se trabalhar com educação ambiental, o professor e toda a comunidade escolar precisam vê-la num sentido amplo e não, fragmentado. Um tema ligado à realidade local pode ser um ponto de partida, pois irá despertar mais facilmente o interesse da turma, mas não se deve esquecer de trabalhar num contexto amplo, que aborde questões sociais, políticas e culturais.
Paola Souza
Referências:
SAVIANI, D. Pedagogia histórico crítica: primeiras aproximações. 3. ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1992. (Col. Polêmicas do nosso tempo, 40)

MENEZES, D. Em defesa do planeta, NOVA ESCOLA, edição n.202, p. 44-51, mai. 2007. São Paulo: Abril, 2007.

MELO, C. 10 mitos sobre a sustentabilidade, VEJA, edição especial sustentabilidade, p. 42-44, dez. 2010. São Paulo: Abril, 2010.

MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elizandra Andre; (Orgs). Coleção Unesp: Educação de temas específicos. São Paulo: Unesp, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, v.4.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Educação, valores e dignidade humana



Poderia citar o extermínio dos judeus para mostrar claramente como o estudo de valores na escola é importante. Valores são ensinados!
É interessante comparar o comportamento do ser humano com o animal, que age por instinto de sobrevivência. O ser humano atribui valor a tudo, muitas vezes, até sem perceber.
Passamos esses valores, simplesmente pela roupa que usamos, o modo como resolvemos conflitos na sala de aula, a forma que nos alimentamos, etc. Até a indiferença revela valores.
Sobre a dignidade humana acho importante dizer que somente no séc.XX com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) iniciou-se a tentativa de considerar a dignidade humana fazendo referência à diversidade.
Podemos dizer que estamos longe de ver os direitos fundamentais se tornarem realidade para todos.
O maior desafio da Educação em direitos humanos é pensar em estratégias  de transformação que contribuam para a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana.
A educação precisa se preocupar com a formação da cidadania individual e coletiva para que aconteça uma transformação social, voltada para a democracia, igualdade e inclusão.
A Educação em direitos humanos deve ser organizada em três princípios que são alicerce da dignidade humana: liberdade, igualdade e solidariedade.
Também precisa haver participação e empenho de todos da comunidade escolar: pais, funcionários, etc
Palavras chave para essa educação: convivência, valores, diversidade, identidade e solidariedade.

Paola Souza
Referência:
MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elizandra Andre; (Orgs). Coleção Unesp: Introdução conceitual para educação na diversidade e cidadania. São Paulo: Unesp, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, v.2.

domingo, 6 de março de 2011

Educação para todos

O movimento de inclusão pressupõe boas políticas nacionais para a sua concretização, que visem uma modificação do sistema educacional, tendo a diversidade como eixo central do processo educativo nas classes comuns.
É necessário pensarmos numa educação inclusiva, voltada para cada aluno considerando todas as suas características individuais.
Para haver uma educação inclusiva, faz-se necessário repensar a formação do professor no sentido de auto-conhecimento e busca de referenciais, mudanças nas estruturas discriminatórias e um sistema educacional que viabilize isso, num processo político, social e econômico favorável.
Vivemos num país de excluídos e precisamos universalizar.
O professor deve estar consciente da sua contribuição na formação de cidadãos éticos, capazes de ler e interpretar criticamente o mundo e de agir sobre a realidade.
Os alunos precisam adquirir o saber de forma ativa e significativa. A educação é um processo contínuo e extenso, que se dará ao longo de toda vida.
Sonhamos com uma escola que realmente respeite e valorize a diversidade. Não podemos continuar com uma escola que perpetue a exclusão. Precisamos transformar mentalidades e estruturas sociais.
Além disso, a escola necessita formar cidadãos baseada nos direitos humanos (dignidade humana), visando uma sociedade igualitária e solidária.
Na escola costuma-se ver as diferenças como problemas e não como oportunidades para se ensinar além de conteúdos. Faz-se necessário educar considerando as características pessoais e sociais de cada um.
Paola Souza
Referência:
MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elizandra Andre; (Orgs). Coleção Unesp: Introdução conceitual para educação na diversidade e cidadania. São Paulo: Unesp, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, v.2.