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terça-feira, 8 de março de 2011

Educação do campo: Pedagogia da Alternância


A Pedagogia da Alternância é uma interessante proposta, acredito que talvez  uma das melhores para a educação do campo, tendo visto diversos pontos positivos: escola mais atrativa aos alunos a partir do momento que traz para a sala de aula assuntos da realidade que vivenciam; valorização do campo e do trabalhor rural; melhora na qualidade de vida tanto dos alunos como de suas famílias, mudança na postura do aluno (interesse, participação e compromisso), aulas práticas, etc.
Porém, sem o apoio do governo não é possível a escola do campo melhorar e seus alunos terem condições igualitárias de acesso ao ensino superior.
As oportunidades, realmente precisam ser as mesmas, independente do local onde se encontram. Imagino que poucas escolas do campo apresentam boa estrutura e apoio de empresa privada para realização de oficinas. Muitas ficam a mercê de um governo que disponibiliza pouquíssimos recursos para se efetivar de fato uma educação de qualidade.
Paola Souza

Para conhecer mais, leia também essas matérias sobre a Pedagogia da Alternância publicadas no site da revista Nova Escola:



As matérias trazem inclusive algumas críticas que considero bem pertinentes para serem analisadas.

Educação do campo


Por fatores históricos o homem do campo foi considerado por muito tempo (para alguns, talvez até hoje), incapaz, merecedor apenas de uma educação que lhe oferecesse conhecimentos rudimentares, básicos.
A própria LDB, ainda hoje, não vislumbra o Ensino Superior a essa população.
O processo educativo precisa ser igual ao da zona urbana, afinal todos têm direitos iguais que precisam ser respeitados.
É preciso considerar as especificidades de cada comunidade.
Para oferecer uma educação de qualidade é necessário garantir uma educação voltada para a cidadania.
O homem do campo busca uma educação que atenda às suas necessidades e que respeite o seu contexto socio-cultural. A escola precisa ter como objetivo o reconhecimento do trabalhador do campo, valorizando suas experiências, seus conhecimentos prévios, enfim, sua história.
Assim, como na cidade, o currículo deve ser interdisciplinar.
Também devem ser propostas atividades coletivas, em duplas, etc.
Paola Souza

Referência:
MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elizandra Andre; (Orgs). Coleção Unesp: Educação de populações específicas. São Paulo: Unesp, Pró Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, v.3.